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Giuseppe Tornatore

Siciliano da pequena cidade de Bagheria, nascido em 27 de maio de 1956, é um dos mais conhecidos cineastas italianos. Ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro pela sua inesquecível obra-prima, Cinema Paradiso (1989), Tornatore hoje é um nome de sucesso e sua fama já ultrapassou o limite do país da bota. Começou sua carreira no ramo da fotografia e no teatro, além de realizar telefilmes e documentários sobre a Sicília para a televisão italiana (RAI). No cinema, estreou como diretor do filme O Professor do Crime – Il Camorrista, em 1986, sobre um mafioso que, mesmo preso, comanda sua família. Seu reconhecimento e popularidade, no entanto, ficaram evidentes em seu segundo longa metragem, o premiadíssimo e extraordinário Cinema Paradiso (1988).

Segundo o diretor, Cinema Paradiso é um filme autobiográfico, quando declara: "Eu escrevi a história recordando minha infância. Como Totó, eu vivia num pequeno povoado da Sicília e era apaixonado pelo cinema. Era nos filmes que eu encontrava as respostas. O cinema me ensinava tudo (...)". Tornatore continuou com outras produções, mantendo elementos peculiares como a Segunda Guerra, o mar, a Sicília e o próprio cinema.

Nunca faço filmes pensando no que a audiência vai pensar, muito menos a norte-americana. Sempre penso num escritor da Sicília que tem uma frase que me serve como um mantra: ‘Sabe a diferença entre um relógio parado e um que está sempre três ou quatro minutos atrasado? O atrasado nunca mostra a hora certa, enquanto o parado acerta duas vezes por dia’. Sou o relógio parado. Se faço um filme e ele me satisfaz, ótimo. Se, além disso, agrada à audiência, melhor ainda.”

Entre as suas obras mais aclamadas, além de Cinema Paradiso (1989), encontram-se Malèna (2000) e O Professor do Crime - Il Camorrista (1986). É também diretor dos filmes O Homem das Estrelas (1995) e A Lenda do Pianista do Mar (1998), que foi seu primeiro filme falado em inglês, e teve como protagonista Tim Roth. Esses filmes farão parte da revisita a obra desse extraordinário cineasta siciliano, que, ao longo de sua carreira, firmou uma ótima parceria com o Mestre Ennio Morricone, de quem se tornou amigo e produziram duas das mais belas trilhas da história do cinema, Cinema Paradiso e Malèna.

Sua filmografia completa inclui: O Professor do Crime - Il Camorrista (1986), Cinema Paradiso (1988), Estamos Todos Bem (1990), Sempre aos Domingos (1991), Uma Simples Formalidade (1994), O Homem das Estrelas (1995), A Lenda do Pianista do Mar (1998), Malèna (2000) e A Desconhecida (2006).
Bruno Bozzetto

Bruno Bozzetto (Milão, 1938) realizou, com somente 20 anos de idade, seu primeiro Curta, “Tapum la storia delle armi” que despertou o interesse do público e da crítica.

Nos anos setenta criou o “Signor Rossi”, um homem comum, de meia idade, no qual muitos espectadores se reconhecem. Com ele, realizou uma série de Curtas e três Longas para a televisão e para o cinema.

Em 1965, depois de mais de vinte anos de silêncio na Itália, foi o primeiro a realizar e produzir um Longa em animação “West and Soda”, seguido em 1968 por “Vip mio fratello superuomo” e em 1976 “Allegro non troppo”, a resposta italiana ao famoso “Fantasia” da Walt Disney.

Em 1987 dirigiu um Longa de verdade “Sotto il ristorante cinese”, com Amanda Sandrelli, Bernard Blier, Nancy Brilly e Claudio Botosso. Bozzetto operou muito também no campo da divulgação científica, realizando com o famoso jornalista Piero Angela, mais de 100 filmes de divulgação científica para o programa televisivo “Quark”.

Também realizou e produziu cerca de trinta Curtas em animação, divulgados no mundo inteiro, pelos quais ganhou muitos prêmios e reconhecimentos, entre os quais: quatro Fitas de Prata, cinco Prêmios a Carreira, o Urso de Ouro no Festival de Berlim, e uma Nomination ao Oscar.

Nos últimos anos, dedicou-se a animação com computador 2D, e com esta técnica, realizou para a Internet “Europe & Italy” e uma dezena de Curtas.

Participou de vários júris internacionais em Festivais do mundo inteiro e existem mais de dez monografias de graduação feitas com base em sua atividade.

Dirigiu e produziu seu primeiro Curta em 3D, chamado Looo, vencedor da Fita de Prata 2005, e criou duas séries em animação para a televisão RAI :“ La famiglia Spaghetti” e “I Cosi”
Em 2007 recebeu uma Laurea Honoris Causa, da Universidade de Bergamo em “Teoria, técnicas e gestão das artes e do espetáculo”.

Atualmente está realizando “Psicovip”, uma série em animação 3D para a televisão RAI e “Bruno the great”, uma série em animação tradicional para a Disney Channel, que será distribuído mundialmente. Seu site é
www.bozzetto.com


Adam

Europe and Italy

Olympics

Yes & No

Far West (1ª parte)

Far West (2ª parte)

Horror (1ª parte)

Horror (2ª parte)
Maria Grazia Cucinotta

Descoberta pelo ator italiano Massimo Troisi, um gigante do cinema e do teatro que a presenteou com um papel de destaque no inesquecível “O Carteiro e o Poeta (Il Postino)”, tornando-a uma das atrizes mais amadas do grande público italiano e dos amantes do cinema de todo o mundo.

Siciliana, nascida em Messina, iniciou sua carreira em Milão, aos 16 anos, como modelo. Após os estudos, abandonou o mundo fashion para seguir carreira no universo do espetáculo.

Foi assistente de palco do programa "Indietro tutta" de Renzo Arbore e, em 1990 estreou no filme “Vacanze di Natale”. Em 1994 foi escolhida por Massimo Troisi para ser sua parceira no filme “O Carteiro e o Poeta” de Michael Radford e Massimo Troisi, que a lançou não somente na Itália, mas em todo o mundo, no papel da bela garçonete Beatrice Russo, objeto de desejo de um carteiro, amigo de Pablo Neruda. Em 1995 contracenou em “I laureati” de Leonardo Pieraccioni, e no filme de terror espanhol “El Dia de la Bestia” de Alex de la Iglesia, no papel de uma jornalista. Em 1996 retornou às raízes italianas com o filme “Sindaco” de Ugo Fabrizio Giordani e “Italiani” de Maurizio Ponzi, no duplo papel de mãe e filha. Em 1997 participou da ficção “Il quarto re” com Raoul Bova, rodado na Tunísia, e no cinema protagonizou os filmes “Camere da letto”, com Diego Abatantuono, Ricky Tognazzi e Simona Izzo e “L'avvocato Porta” de Franco Giraldi. Em 1997, Maria Grazia pousou para o calendário do importante jornal “Panorama”. Em 1998 foi protagonista do “La seconda moglie”, dirigido por Ugo Chiti e da comédia “Ballad of the Nightingale” de Guy Greville-Morris. Com Michelle Hunziker e Nathalie Caldonazzo e, ao lado de Pippo Baudo, apresentou o programa “La festa del Disco”.

Em 1999 participou da série de tv americana “Família Soprano” e do filme “007 - O Mundo não é o Bastante”, de Michael Apted. Em 2000 participou do filme “Picking Up the Pieces” (Juntando os pedaços), com Woody Allen e Sharon Stone e no ano seguinte, os filmes “Stregati dalla luna”, “In punta di cuore”, “Maria Maddalena” e “Il bello delle donne 2” contaram com sua participação.

O reconhecimento de crítica e de público veio em 2004 com o filme “Vaniglia e cioccolato”, de Ciro Ippolito. Em 2005 produziu o filme “All the Invisible Children”, dirigido por Emir Kusturica, Spike Lee, Ridley Scott e John Woo, marcando sua estréia como produtora cinematográfica. Em 2006 participou da minissérie televisiva “Pompei” de Giulio Base. Em 2007 participou do filme “Sweet Sweet Marja”. No mesmo ano realizou trabalhos de dublagem na série animada “Os Simpsons”, e nos filmes “Felix il coniglietto e La macchina del tempo”, de Giuseppe Laganà.

Seus últimos trabalhos foram “Last Minute Marocco”, em 2007, de Francesco Falaschi que foi um dos filmes selecionados para a 4ª Semana Pirelli de Cinema Italiano, do qual Maria Grazia produziu e atuou. Em 2008 foi protagonista e coprodutora do filme “L'imbroglio nel lenzuolo” de Alfonso Arau e, em colaboração com Ornella Muti realizou “Io non ci casco” de Pasquale Falcone.

Em 2009 se reafirmou como atriz e coproduziu o filme “Viola di Mare” de Donatella Maiorca, foi escolhida a madrinha do “Festival del cinema di Venezia” e convidada para abrilhantar dois importantes eventos do Cinema Italiano no Brasil: a 5ª Semana Pirelli de Cinema Italiano, com a premier em São Paulo de “Viola di Mare” (Viola do Mar) e, no Rio de Janeiro na inauguração da 5ª edição da Mostra do Festival de Veneza.

Assim continua a carreira de uma das grandes atrizes italianas que, graças à decisiva cumplicidade com Massimo Troisi, e à uma boa dose de determinação, simpatia, simplicidade e muito talento, conseguiu encontrar um lugar entre os rostos femininos mais amados do cinema.





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